Como é possível compreendermos e aceitarmos, uma área criada com o objetivo de ser um Parque Biológico de Preservação Ambiental a qual recebe o nome em homenagem ao nosso saudoso Chico Mendes, tendo como estrela maior a Lagoinha das Taxas, transformada unicamente ao longo de alguns anos em depósito de esgoto? O desequilíbrio ecológico é de tal ordem, que a nossa lagoinha se transformou em um imenso criadouro do mosquito Culex, causando preocupação e um transtorno sem igual aqueles que moram, trabalham e estudam no Recreio dos Bandeirantes, sobretudo aos que estão nas proximidades do Parque Chico Mendes. O ataque desses mosquitos é avassalador.A nossa estrela – mor, a lagoinha, recebe um volume de dejetos, por todos os lados, tão absurdo que ela infelizmente, está de fato gravemente enferma, em estado latente. A sua única artéria que a alimenta de forma natural, deveria abastece-la de água limpa, ao contrário, só despeja esgoto e todo tipo de lixo, assim como em vários outros pontos; só esgoto.Não podemos deixar de relatar, que a todo instante novos vazamentos de esgoto vazando pelos bueiros nas ruas, deixando a população entregue a todo tipo de risco, o que denota que o sistema sanitário é precário, não somente em relação à lagoinha. E tem mais um detalhe: o asfalto que é de ínfima qualidade se transforma de imediato em enormes buracos, colocando em riscos os veículos e os pedestres.
Esta população apavorada e preocupada diante destas calamidades, mobilizou-se de forma brilhante, altamente louvável, na mais perfeita ordem, sem causar qualquer tipo de transtorno ao restante da cidade, obteve mais de 5 mil assinaturas para sensibilizar as autoridades competentes em desesperada busca para a solução ideal deste grave e desconfortável problema.
O subprefeito da Barra da Tijuca e Jacarepaguá o Sr. Tiago Mohamed compareceu ao Parque Chico Mendes presenciou toda a indignação, de poucos, porém desesperados cidadãos do Recreio dos Bandeirantes. Trouxe aos presentes, a notícia que havia conseguido uma verba emergencial junto ao Prefeito da cidade do Rio de Janeiro de R$ 149 mil para a retirada das gigogas na lagoinha das Taxas.
Os colaboradores deste blog (Recreioativo) não se contentaram com a noticia e com a ação proposta. Foram em busca de mais informações e esclarecimentos. Conseguiram um contato fundamental, com o biólogo e doutorando o Sr. Ricardo Francisco de Freitas Filho, obtendo uma série de esclarecimentos, ali mesmo diante da enferma e agonizante lagoinha. A mais estarrecedora das informações: as gigogas não são a principal vilã de todo esse processo, o que deixou ainda mais preocupados os colaboradores desse blog. A boa nova, segundo o biólogo Ricardo Freitas, a lagoinha pode ser salva, desde que além da retirada das gigogas também seja retirada a taboa, e que se faça dragagem do canal de saída da lagoinha até a Lagoa Marapendi permitindo um fluxo melhor de suas águas (ESGOTO!). È a solução ideal? Não, talvez, seja possível uma pequena subtração dessa imensa e infernal população de mosquito Culex e a sua descontrolada proliferação.
A mais importante e preponderante neste conjunto de medidas que não seja em hipótese alguma, segundo o biólogo, lançados esgoto e lixo de forma sistemática na lagoinha das Taxas. Dessa forma poderemos reestabelecer definitivamente o equilíbrio do ecossistema. Vamos orgulhosamente poder desfrutar, e dizer a cidade do Rio de Janeiro, ao Brasil e ao mundo que possuímos uma lagoa dentro do Parque Ecológico Chico Mendes.
No dia 1/10/2009 por volta das 20,30hs, foi realiza na Associação dos Moradores do Recreio dos Bandeirantes uma reunião dos moradores com o subprefeito da Barra da Tijuca e Jacarepaguá, o Sr. Tiago Mohamed. Os que ali compareceram demonstraram toda a sua indignação do terrível problema que estamos vivendo. Na medida do possível o subprefeito o Sr. Tiago Mohamed ouviu a todos. Finalmente chegamos ao consenso, criando uma comissão que inclui moradores, colaboradores deste blog, representantes de órgãos do estado e município (Cedae, Conlurb e Rio águas) e mais o subprefeito que em conjunto debaterão as ações para se chegar à solução ideal: reestabelecer a saúde da nossa LAGOINHA DAS TAXAS e assim desfrutarmos de melhor qualidade de vida para todos.Esta reunião está marcada para o dia 9/10/2009, sexta feira, na sede da subprefeitura, na Barra.
O presidente Lula, tomado de grande emoção e alegria pela vitória da cidade do Rio de Janeiro como sede dos Jogos Olímpicos de 2016, no dia 2/10/2009 em Copenhague declarou: “Vamos trabalhar, trabalhar e trabalhar”. Então vamos trabalhar! Que seja intensificada a retirada das gigogas e desobstrução do canal que interliga alagoinha até o canal de Marapendi, vamos por mais máquinas; porque não se trabalha aos sábados?
Vamos intensificar as verbas e as obras de saneamento, realizada pela Cedae no Recreio dos Bandeirantes; só assim resolveremos de uma vez este problema da proliferação dos mosquitos Culex. Saneamento já!
Que o povo do Recreio possa acender a tocha Olímpica da Esperança!
Bravo!!!! Quem sabe faz a hora não espera acontecer (Geraldo Vandré). Parabéns pelo verdadeiro trabalho de pesquisa e estudo de viabilidade empreendido. Sigamos unidos e participativos mantendo a comunidade informada dos fatos. Gostaria de saber o horário da reunião. Abçs. Maria Eduarda
ResponderExcluirAmiga o horario desta reunião não foi postado porque só poderão estar presentes NESTE momento os inscritos no momento da reunião ocorrida na última quinta-feira, mas tenha a certeza que os resultados estarão DEVIDAMENTE postados assim que conseguirmos chegar próximo de um computador! Aguarde.......
ResponderExcluirQuando disse a retirada da vegetação eu me referi apenas as ligações entre a lagoinha das tachas e os canais das tachas e terreirão. A vegetação aquatica se faz de vital importancia para a respiração da lagoa, e a Taboa, assim como o aguapé (Gigoga) são beneficos ao ambientes, e nao os vilões. Não é para retirar a vegetação, apenas para liberar a conexão com os canais. Entende? Consequentemente a entrada de agua (permissão do fluxo de aguas oriundos do canal das tachas e canal de sernambetiba) reduzirá o acumulo de aguapé, pois a lagoa terá cmo respirar e manter seus fluxos de energia natural.
ResponderExcluirA retirada do aguapé esta sendo feita de forma errada e indiscriminada. Onde nao irá resolver o problemas e certamente causará danos ao ambiente, pois pasme, estamos em plena epoca de reprodução de aves aquaticas e as mesmas reproduzem utilizando a vegetação (incluindo gigoga e taboa). Ocorrendo muita disputa por territorio e a depredação dos ninhos (devido a retirada de vegetação sem fiscalização) irá comprometer bastante a reprodução de determinadas especies de aves residentes das lagoas. Assim como os filhotes de jacares. A dois dias atras tive a noticia da gestora do parque chico mendes, a biologa MSc. Denise Monsores, que afirmou estar pegando jacares nas maquinas de retirada de Gigoga. Dai eu pergunto: Alguem comunicou ao especialista que pesauisa e trabalha nas lagoas com os jacares (no caso eu) sobre o caso?? Alguem convidou ou indagou o especialista sobre o que fazer?? É claro que não!!! Algumas pessoas acham que ja sabem o que fazer, por isso nao perguntam. Nao quero de maneira nenhuma me intrometer no trabalho do parque chico mendes, mas a gestora esta atrapalhando em muito a minha pesquisa. Por sinal, é de fundamental importancia para auxiliar a recuperação das lagoas, uma vez que se nao fosse a pesquisa eu nao seria uma das unicas pessoas com base de conhecimento nestes ambientes. Concorda?
Pois é, a situação é muito pior do que vc imagina. A retirada da Gigoga nao pode ser feita dessa forma e deve parar imediatamente se nao for realizada com o monitoramento e aval da prefeitura para que especialistas e pesquisadores da regiao (aves, repteis) imediatamente. Pois se depender da gestora do parque chico mendes esses jacares so serão monitorados quando ela bem quiser, e estão sendo todos colocados junto com outros em cativeiro por que a mesma acho que eles estao magrinhos e achou de bem entender que deveria cuidar deles. Bom, creio que isso é um fiasco completo para pesquisas que são realizadas a quatro anos na região, comprometendo dados que seriam de suma importancia para o controle da população de jacares, onde me causa uma enorme deficiencia de informação de medidas naturais, marcação e controle das ultimas ninhadas de jacares na lagoinha das tachas.
A falta de respeito paira com os pesquisadores e estudantes que realizam um trabalho serio de pesquisa em prol do mesmo interesse de manter os poucos remanescentes naturais conservados é claro pela gestão do parque e por algumas pessoas envolvidas. Chegará o dia em que as pessoas irão dar valor a importancia de pesqusias cientificas e a obtenção de informação da regiao, mas receio que isso acontecerá um tanto tarde se nao for feito nada agora. A previsão da situação atual é piorar, com gigoga ou sem gigoga.
Att,
Ricardo Freitas Filho