domingo, 26 de dezembro de 2010

Do jeito que o mosquito gosta... ( Reortagem de Diogo Felix, encarte do Jornal O Globo Barra de 23/12/2010)



Em abril, uma reportagem publicada no GLOBO-Barra anunciava: “Os mosquitos voltaram”. Reunidos às margens da Lagoinha das Taxas, no Parque Natural Municipal Chico Mendes, moradores do Recreio reclamavam, mais uma vez, do Culex quinquefasciatus, nome científico da espécie que havia retornado com força. Desde então, a prefeitura realizou apenas ações pontuais de limpeza no local, mas o inverno arrefeceu a proliferação do inseto e o bairro voltou a ter sossego.
Com a chegada do calor, porém, as gigogas — espécie aquática que cobre espelhos-d'água da região e atrai o mosquito — se multiplicaram, e as chuvas se tornaram mais frequentes. Os dois fatores, aliados ao esgoto despejado o ano inteiro em canais e lagoas, produziram um resultado que os vizinhos conhecem bem: uma nova infestação do Culex.
Criadora de um blog sobre o problema (recreioativo.blogspot.com), Lúcia Chaine é uma das que reclamam:
— Não houve continuidade na retirada de gigogas da Lagoinha das Taxas, e agora, com a temporada de chuvas, associada ao calor, a quantidade de mosquitos vai aumentando aos poucos.
O médico veterinário Claudio Salem, presidente da Associação Brasileira de Controle de Vetores e Pragas, explica a importância do alerta constante contra esse tipo de vegetação:
— A larva do mosquito procura um ambiente de água calma, e a mais calma que tem é aquela que fica entre as folhas da gigoga.
No edifício 1.143 da Avenida Jarbas de Carvalho, em frente ao Parque Chico Mendes, o aposentado Ítalo Coelho da Silva teve que desembolsar R$ 1.200 no ano passado para instalar telas protetoras em todas as janelas e portas do seu apartamento.
— Agora, eles não entram mais. A prefeitura precisa fazer a limpeza da Lagoinha e passar o fumacê todas as tardes — reivindica.
Na semana passada, Salem esteve no condomínio, a pedido do GLOBO-Barra, e fez um diagnóstico pessimista:
— Esse mosquito é o Culex. Há inclusive uma fêmea ingurgitada de sangue, o que significa que ela já tem espermatozoides para a vida toda. Se ela botar 300 ovos, teremos 300 larvas e 300 mosquitos. A proporção que isso toma é enorme, e o bairro inteiro fica infestado. Ele não é transmissor de doenças endêmicas, porém sua picada causa prurido e a alergia pode virar uma ferida, sujeita à infecção.

Um comentário:

  1. O que diz o reporter Diogo Felix na postagem acima( recortada do encarte do Jornal O Globo-Barra) é verdade. Estamos encerrando o ano de 2010 com o retorno dos que já tinham ido....os Culex.... Só quem vive aqui sabe como é incomodo não dormir direito a noite por conta daquele sonzinho, infernal, de uma mosquita cantante....
    Ainda não estamos no auge das chuvas e das altas temperaturas do verão, quando há o aumento ANUNCIADO do nº de mosquitos.
    Mais esta vez peço a quem interessar possa que coloquemos a "boca no trombone", ou nos jornais ou nos programas de TV, como no passado, PRECISAMOS VOLTAR A FAZER BARULHO, só assim seremos novamente ouvidos pelas autoridades

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